A cronologia dos líderes e figuras-chave na continuidade da tradição de Santo Elias até o estabelecimento formal da Ordem Carmelita e além inclui profetas, figuras bíblicas, e líderes religiosos da ordem. Esta listada aqui os principais personagens e eventos que se seguiram a Elias, desde seus sucessores imediatos até os priores e figuras importantes na história carmelitana.
1. Santo Elias (século IX a.C.)
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Vida e Missão: Profeta durante o reinado de Acabe em Israel. Confrontou a idolatria de Baal e foi levado ao céu em uma carruagem de fogo.
2. Eliseu (século IX a.C.)
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Sucessor de Elias: Recebeu o manto de Elias e uma porção dupla de seu espírito. Continuou o trabalho profético de Elias, realizando milagres e orientando o povo de Israel.
3. Comunidade de Profetas do Monte Carmelo
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Tradição Profética: Após Elias e Eliseu, acredita-se que comunidades de profetas continuaram no Monte Carmelo, vivendo uma vida dedicada à oração e ao culto a Deus. Estes grupos de profetas são vistos como predecessores espirituais dos Carmelitas.
4. São João Batista (século I d.C.)
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Precursor de Jesus Cristo: Embora não seja um carmelita, São João Batista é considerado o último dos profetas do Antigo Testamento e é frequentemente associado à espiritualidade do Monte Carmelo devido à sua vida ascética e dedicação ao chamado de Deus.
5. Origens da Ordem Carmelita (século XII)
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Fundação da Ordem: No século XII, eremitas cristãos inspirados pelo exemplo de Elias se estabeleceram no Monte Carmelo, na Terra Santa. Eles viviam em celas separadas, mas se reuniam para a oração e a celebração da Eucaristia.
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São Bertoldo (d. 1195): Considerado um dos primeiros priores dos eremitas do Monte Carmelo. Ele teria organizado a comunidade eremítica e incentivado a devoção à vida de oração e penitência.
6. São Brocardo (d. 1231)
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Prior Geral: Sucessor de São Bertoldo, São Brocardo recebeu a Regra de Vida de Santo Alberto de Jerusalém. Ele é considerado um dos principais organizadores da comunidade carmelitana no Monte Carmelo.
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Regra do Carmo (1206-1214): A Regra foi dada à comunidade por Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, estabelecendo normas de vida que incluíam o silêncio, a oração contínua, e a meditação da Palavra de Deus.
7. Migração para a Europa (século XIII)
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Mudança para a Europa: Devido às invasões muçulmanas na Terra Santa, os carmelitas se mudaram para a Europa, estabelecendo comunidades em diversos países, como França, Inglaterra e Itália.
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São Simão Stock (d. 1265): Prior Geral dos Carmelitas que, segundo a tradição, recebeu a visão de Nossa Senhora do Carmo, que lhe entregou o escapulário. Ele foi fundamental para a adaptação da Ordem na Europa e sua expansão.
8. São Pedro Tomás (1305-1366)
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Prior Geral: Foi uma das figuras mais influentes da Ordem durante a Idade Média. Ele ajudou a estabelecer a Ordem em várias regiões e foi um importante diplomata e teólogo.
9. Beato João Soreth (1404-1471)
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Prior Geral e Reformador: Reorganizou a Ordem e promoveu a fundação do ramo feminino das Carmelitas. Ele também foi responsável por fomentar a vida religiosa dentro da Ordem, reforçando a observância da Regra original.
10. Reforma de Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz (Século XVI)
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Santa Teresa de Ávila (1515-1582): Reformou a Ordem Carmelita, fundando os Carmelitas Descalços, um ramo mais rigoroso que enfatizava a vida contemplativa e a oração.
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São João da Cruz (1542-1591): Colaborador de Santa Teresa, reformou o ramo masculino da Ordem. Juntos, eles estabeleceram uma tradição mística profunda dentro da Ordem.
11. Carmelitas nos Séculos XVII-XIX
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Expansão e Consolidação: Durante esses séculos, os Carmelitas se expandiram globalmente, estabelecendo missões e novas comunidades em vários continentes. A Ordem continuou a influenciar a espiritualidade católica com sua ênfase na oração e na vida contemplativa.
12. Carmelitas no Século XX e XXI
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Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein, 1891-1942): Mártir carmelita, filósofa, e teóloga que foi morta em Auschwitz. Sua vida e escritos contribuíram para a espiritualidade carmelitana moderna.
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Expansão Contemporânea: A Ordem Carmelita continua ativa globalmente, com uma presença forte em vários países, incluindo o Brasil, onde promovem a espiritualidade carmelitana e o apostolado social.
Resumo
A cronologia da tradição carmelitana começa com Santo Elias, passa pelos profetas e comunidades que viveram no Monte Carmelo, e se formaliza na fundação da Ordem Carmelita no século XII. A Ordem foi liderada por figuras como São Bertoldo, São Brocardo, São Simão Stock, e reformada por Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz, continuando até os dias atuais com uma rica herança espiritual e missionária.
A cronologia que elaborei é baseada em uma combinação de fontes históricas e tradições da Igreja, incluindo textos bíblicos, escritos dos Padres da Igreja, documentos da Ordem Carmelita, e obras sobre a vida dos santos carmelitas.
Aqui estão algumas referências gerais que fundamentam essa cronologia:
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Bíblia Sagrada:
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1 Reis 17-19 e 2 Reis 2: Relatos sobre a vida de Elias e Eliseu.
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Mateus 3 e Lucas 1: Passagens sobre João Batista.
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Regra da Ordem dos Carmelitas:
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Regra de Santo Alberto de Jerusalém: Documento que estabeleceu a vida e a disciplina dos primeiros carmelitas no Monte Carmelo.
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História dos Carmelitas:
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Obras como "The History of the Carmelite Order" (História da Ordem Carmelita) que descrevem a fundação e evolução da Ordem ao longo dos séculos.
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Vidas dos Santos Carmelitas:
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Biografias e escritos dos principais santos da Ordem, como "The Life of Saint Teresa of Ávila" e "The Collected Works of Saint John of the Cross".
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Documentos da Igreja Católica:
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Encíclicas e Cartas Papais que mencionam a história e o papel da Ordem Carmelita na Igreja.
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Essas referências são amplamente aceitas na tradição católica e ajudam a formar a base da cronologia e da continuidade da espiritualidade carmelitana que apresentei.
A roupa dos Carmelitas
A primeira roupa dos carmelitas, o hábito, possui um significado profundo e simbólico, refletindo a espiritualidade e a missão da Ordem. O hábito carmelita evoluiu ao longo dos séculos, mas seus elementos principais permaneceram os mesmos, carregando um simbolismo que remonta às suas origens no Monte Carmelo.
1. A Primeira Roupa dos Carmelitas
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O Hábito Original:
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Quando os primeiros eremitas se estabeleceram no Monte Carmelo no século XII, eles usavam vestes simples, que se assemelhavam às túnicas dos profetas do Antigo Testamento. Eram roupas de cor marrom, feitas de lã, refletindo a pobreza e o desprendimento dos carmelitas.
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A simplicidade da roupa também tinha um aspecto prático, pois servia para o trabalho manual e a vida austera dos eremitas.
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2. Significado do Hábito
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Cor Marrom:
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A cor marrom do hábito representa a terra, simbolizando humildade e penitência. Também lembra a conexão com Santo Elias, que viveu no deserto, em meio à simplicidade da natureza.
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Túnica:
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A túnica, que cobre o corpo inteiro, simboliza a pureza e a consagração total a Deus. Ela é um sinal da vida consagrada e do compromisso com os votos de pobreza, castidade e obediência.
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Corda:
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A corda que cinge a túnica na cintura representa os votos de castidade e obediência, e simboliza o domínio sobre as paixões e a prontidão para o serviço de Deus.
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3. A Capa Branca
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Origem e Uso:
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A capa branca foi introduzida pelos carmelitas no século XIII, quando a Ordem se mudou para a Europa. A capa foi uma adaptação ao clima mais frio e também uma marca de distinção em relação a outras ordens religiosas.
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Significado:
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O branco da capa simboliza a pureza e a proteção da Virgem Maria, a quem a Ordem Carmelita é dedicada. A capa branca também representa a luz de Cristo que deve brilhar através da vida dos carmelitas.
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Título de "Irmandade da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo":
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A capa branca reforçou a identidade dos carmelitas como uma ordem mariana. Os membros da ordem são frequentemente chamados de "Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo".
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4. O Escapulário
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Simbolismo:
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Embora não seja parte do hábito completo, o escapulário (um pano marrom pendurado na frente e nas costas) é uma parte significativa do vestuário carmelita. Ele simboliza a devoção à Virgem Maria e a proteção especial que ela oferece àqueles que o usam.
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Segundo a tradição, o escapulário foi dado a São Simão Stock pela própria Virgem Maria, como sinal de sua proteção e promessa de salvação para os que vivem fielmente a espiritualidade carmelita.
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5. O Capuz
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Significado:
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O capuz, parte do hábito, é um símbolo de contemplação e vida eremítica. Ele representa o recolhimento e a busca por Deus no silêncio e na solidão, características centrais da espiritualidade carmelitana.
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Resumo
O hábito carmelita é uma expressão visível da espiritualidade da Ordem, refletindo a vida de simplicidade, humildade e consagração a Deus. A túnica marrom, a capa branca, o escapulário e o capuz, todos carregam um profundo significado simbólico que conecta os carmelitas às suas raízes no Monte Carmelo e à sua devoção à Virgem Maria. A roupa dos carmelitas não é apenas um uniforme, mas uma vestimenta rica em significado espiritual, que comunica a identidade e a missão da Ordem no mundo.
Então, estudei estes dias sobre isto, me ajudou muito a compreender o caminho até hoje.
Pedro Gonçalves Ribeiro